Historia Detalhe

Submissão #156
Aprovado
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156
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2026-06-29 18:41:52
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sim
Aconselhamento
nao
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Aprovado
Sim
Respondido
column_13
admin
Título
Era suposto ser apenas mais uma noite normal.
Tipo
Real
Resumo
Trabalhava até tarde, como quase sempre. O silêncio da casa era confortável — daqueles que ajudam a concentrar. Só o som do teclado e, de vez em quando, o vento a bater ligeiramente nas janelas. Por volta das 2h17 da manhã, o ecrã do computador piscou. Nada de estranho — pensei que fosse uma falha momentânea. Mas logo depois, o cursor começou a mover-se sozinho. Primeiro devagar. Depois com mais firmeza. Parei de escrever. Fiquei a observar. O cursor abriu uma nova linha. E começou a escrever. Sozinho. “Ainda estás acordada.” Fiquei gelada. O coração acelerou, mas tentei manter a lógica: vírus, script, algum tipo de bug. Apaguei a frase. Tirei as mãos do teclado. Esperei. Silêncio. Respirei fundo. Voltei ao trabalho. Segundos depois, a mesma coisa. “Eu sei que estás aí.” Desta vez, não toquei em nada. Só observei. O cursor piscava no final da frase, como se estivesse à espera. Desliguei o Wi-Fi. Nada mudou. Desliguei o computador. O ecrã ficou preto… por dois segundos. E depois voltou a ligar sozinho. Mas não era o meu ambiente de trabalho. Era uma imagem. Granulada, quase como uma gravação antiga. Um corredor. Reconheci-o imediatamente. Era o corredor da minha casa. Mas… não exatamente como estava. Era como se fosse mais antigo. As paredes tinham outra cor. A luz era mais fraca. E lá ao fundo… uma porta. A porta do meu quarto. Na imagem, ela estava entreaberta. Na realidade, atrás de mim… estava fechada. Senti um arrepio subir pela espinha. E então, na imagem, a porta começou a abrir lentamente. Sem som. Centímetro a centímetro. Até revelar… escuridão total. E algo dentro dela. Não uma forma clara. Não uma pessoa. Mas algo que… observava. O ecrã piscou novamente. E voltou ao normal. Fiquei imóvel durante alguns segundos, sem coragem de olhar para trás. Quando finalmente o fiz… a porta do meu quarto continuava fechada. Levantei-me devagar. Aproximei-me. Coloquei a mão na maçaneta. Antes de abrir… ouvi. Do outro lado. Um som suave. Como dedos… a arranhar levemente a madeira. Congelei. E então, muito baixo, quase um sussurro: “Agora já sabes que eu também te vejo.” Nunca mais voltei a trabalhar até tarde. E desde essa noite… há sempre momentos em que o cursor pisca sozinho. Como se estivesse à espera… que eu responda.
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